sábado, 21 de dezembro de 2019

Vigilante foi esquartejado vivo após ser sedado no DF



Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou casal por
homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver
Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) concluiu as investigações sobre o assassinato de Marcos Aurélio Rodrigues de Almeida (foto em destaque). Segundo a 32ª
Delegacia de Polícia (Samambaia Sul), o vigilante de 32 anos foi morto e esquartejado, ainda vivo, por Giovane Michael Cardoso Alves, que está preso, a mando da Rutiele Pereira Bersan, com quem a vítima se relacionou. Ela também cumpre prisão preventiva. “Eles sedaram a vítima de maneira dissimulada com medicamentos adquiridos dias antes. Os indícios são de que ele [Marcos Aurélio] foi amarrado e arrastado pelos autores para a parte de trás da casa. O que eu posso dizer é que, além de ter sido enforcado e esfaqueado, também foi esquartejado vivo. Temos elementos que mostram isso”, disse o delegado-chefe adjunto da 32ª DP, Fernandes Rodrigues. Os dois moravam no mesmo lote, na QR 325 de Samambaia, e diziam que eram primos. “Ela é a mandante. Ele [Giovane] fez porque era apaixonado por ela”, disse o delegado. A filha de Rutiane, uma adolescente, estava no momento do crime, mas provavelmente dormia em seu quarto, uma vez que
Marcos foi assassinado entre 8h e 9h do dia 9 de novembro.
Para a polícia, o assassinato foi planejado dois dias
antes. Prova disso é que o homem comprou um carrinho de mão, usado para pegar as partes do corpo e espalhar pela cidade. Ele percorreu, ao todo, 3 km. Já os
remédios utilizados para dopar Marcos Aurélio, Giovane pegou com familiares. Alegou que estava com problemas para dormir. Foram dois comprimidos de Donaren
e um de Sonebon. Como a vítima não tinha o costume de usar esse tipo de medicação, acabou sedada rapidamente.

De acordo com a PCDF, a motivação do crime seria o fato
de Rutiele não aceitar o término do relacionamento com Marcos. Quando a suspeita soube da reconciliação do vigilante com a noiva, atraiu a vítima até sua casa. Os investigadores afirmam que, na residência da acusada, o vigilante teve os punhos amarrados e recebeu golpes de facão de caça. O acusado ainda utilizou fios de antena para tentar enforcar a vítima. Para a Polícia Civil, não restam dúvidas de que a dupla “orquestrou toda a ação criminosa, desde a execução até a desova do corpo”. Eles puseram as partes do corpo em cinco sacolas e, uma a uma, Giovane colocou em locais diferentes. “Descartando como se lixo fosse”, ressaltou o delegado. 
 A cabeça nunca foi encontrada. “Ele indicou o contêiner que havia jogado a cabeça. No entanto, a coleta passou antes e recolheu, levando ao aterro. Por dia, chegam duas toneladas de lixo e, por mais que tenhamos identificado o veículo que recolheu e o perímetro despejado, não foi possível localizar, mesmo com o auxílio de cão farejador que, inclusive, auxiliou nas buscas em Brumadinho (MG)”, destacou o delegado Fernando Rodrigues. A família resolveu enterrar Marcos mesmo sem ter encontrado sua cabeça

 Metropoles


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