segunda-feira, 13 de agosto de 2018

DF: Corrida ao Buriti, candidatos e tempo de TV/Rádio



Três candidatos ao Buriti concentram o tempo de TV


Mais da metade do tempo de televisão e rádio na eleição para o Governo do Distrito Federal (GDF) estará nas mãos de quatro candidaturas. Entre os 11 candidatos em campo, Alberto Fraga (DEM), Ibaneis Rocha (MDB), Rogério Rosso (PSD) e Rodrigo Rollemberg (PSB) terão, aproximadamente, 13 dos 18 minutos diários reservados no horário eleitoral na disputa do Palácio do Buriti.
No primeiro turno das eleições, os programas dos candidatos ao posto de governador serão transmitidos nas segundas, quartas e sextas-feiras, com duração de 9 minutos. A coligação formada por DEM, PSDB, PR e DC vai municiar a campanha de Fraga com 3 minutos e 44 segundos na TV e no rádio. Na sequência, MDB, PP, PPL, PSL e Avante proporcionarão para Ibaneis 3 minutos e 34 segundos.
Rosso poderá expor temas ao longo de 3 minutos e 28 segundos. O tempo vem da coligação PSD, PPS, PRB, SD, PSC e Podemos. Apoiado por PSB, PDT, Rede, PV e PCdoB, Rollemberg vai batalhar pela reeleição com 2 minutos e 36 segundos tanto na TV, quanto na rádio.
Logo abaixo deste grupo, Júlio Miragaya (PT) terá 2 minutos e 10 segundos. Apesar de isolado, o Partido dos Trabalhadores cultiva uma expressiva força quando o assunte é tempo de TV e rádio. A construção da aliança com PTB, PMB, PHS, PMN, PTC e Patriota, vai garantir 1 minuto e 50 segundos para Eliana Pedrosa (Pros).
A aliança com o PCB garante para Fátima Sousa (PSOL) o respiro de 16 segundos. O general Paulo Chagas (PRP) terá um “flash” de 13 segundos, impulsionado pela coligação com o PRTB. Sem aliados e com menores dimensões partidárias, Alexandre Guerra (Novo), Antônio Guillen (PSTU) e Renan Rosa (PCO) contarão somente com 3 segundos no horário eleitoral.
Amplamente questionado por especialistas e personagens políticos, o modelo para a distribuição de tempo para os candidatos é extremamente desigual é impiedoso contra a renovação. Partidos tradicionais com maior quantidade de deputados federais e senadores naturalmente captam mais segundos. Além disso, o sistema de coligações afaga partidos consolidados.

Redes sociais ganhando espaço
“A televisão ainda é principal arma nas eleições. Mas deixou de ser única. Perdeu o monopólio da informação para as redes sociais”, afirma o cientista e analista de risco político Paulo Kramer. As urnas de outubro marcarão no Brasil o começo da transição do debate das TVs para as telas de celulares e computadores. A ascensão das redes é comprovada em números. Conforme pesquisa da FSB Comunicação, neste Brasil, com 208 milhões, existem 240 milhões de linhas de internet móvel. Ainda líder entre as redes sociais, o Facebook tem 102 milhões de usuários. Na palma da mão, o Whatsapp avança para 100 milhões de inscritos.
Ganhando espaço, especialmente entre os jovens, o Instagram tem 35 milhões de usuários. Enquanto o Twitter tem 33 milhões. As frases publicadas por personalidades na plataforma repercutem, e frequentemente ganham manchetes e incendeiam rodas de conversa.
O estudo confirma que o avanço digital é uma via de mão dupla. Entre os atuais 594 congressistas, 99% tinham, até 2017, perfis nas redes. Entre os deputados federais, 99% usam o Facebook e 89,1% estão no Twitter. No caso dos senadores, 98,7% estão no Facebook e 97,7%, no Twitter. Em todo ano passado, os parlamentares postaram 549 mil mensagens – gerando 174,7 milhões de interações no Facebook e 10,2 milhões no Twitter.
Mesmo assim, segundo Kramer, a TV ainda desempenhará um papel importante na definição dos votos, pelo menos neste ano. Alberto Fraga compartilha da análise do especialista. “Embora as redes sociais estejam ficando mais importantes, a TV ainda vai ser fundamental”. A princípio, Fraga planeja usar a televisão para mostrar propostas, entregas e obras. Mas o candidato prepara o vídeo para a defesa de eventuais ataques e acusações no decorrer da campanha. “Vou me defender de tudo e com testemunhas”, antecipa.
Adotando o perfil “paz e amor”, Rogério Rosso planeja usar a telinha exclusivamente para uma campanha de propostas. “A televisão é fundamental para o eleitor conhecer quem são os candidatos e como pensam. Usá-la de qualquer outra forma é um tremendo desrespeito com a população”, pondera.
O tempo de televisão de Rollemberg é mediano, mas competitivo. “Uma característica destas eleições é a pulverização do tempo de TV no primeiro turno, daqueles que mais do que nós não têm tanto assim. Temos que passar a mensagem de forma bem objetiva e direta”, avalia o governador.
Rollemberg tem consciência de que será o alvo dos rivais. “Tenho percebido que a oposição tem poucas propostas. Tudo bem. Nossa principal arma nessa eleição é verdade, contar as coisas como elas são”, adianta. Seja para apresentar ideias ou para defesa, a ideia é alinhar a TV com as redes sociais.
Perfil do eleitor
O levantamento apresentado pelo Jornal de Brasília é fruto de pesquisa na base de dados da Justiça Eleitoral. Os números oficiais serão apresentados pelo Tribunal Superior Eleitoral e pelo Tribunal Regional Eleitoral, a partir de 15 de agosto. Os temas que monopolizam os eleitores são desemprego, insegurança e caos na saúde.
O DF tem 2.084.357 pessoas com condições de votar, segundo cálculo do Tribunal Regional Eleitoral do DF. As mulheres são maioria e responderão por 53,8% dos votos. A faixa etária com o maior número de eleitores fica entre os 36 e 45 anos (23.16%).
Logo em seguida, estão eleitores de 26 a 35 anos (22,71%). A maior parte dos eleitores é de solteiros (56,4%). Em relação ao grau de estudo, 29,3% têm o Ensino Médio e 23,3%, Ensino Superior.

Times Brasília
Imagens/Montagem/Divulgações/Internet





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