quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Zé Eliton exonera 16 indicados pelo PP após aliança com MDB


No domingo (05), o PP oficializou a aliança com o MDB, que tem o deputado federal Daniel Vilela como candidato ao governo

O governador e candidato à reeleição José Eliton (PSDB) exonerou 16 auxiliares indicados pelo PP, em atos publicados nesta quarta-feira (08) no Diário Oficial do Estado. A conta foi feita pelo próprio partido, que estuda protocolar representação no Ministério Público Federal (MPF) por perseguição política.
No domingo (05), o PP oficializou a aliança com o MDB, que tem o deputado federal Daniel Vilela como candidato ao governo. No dia seguinte, o governador informou que não exoneraria os dois indicados pelo PP - pelo deputado Heuler Cruvinel e pelo ministro das Cidades, Alexandre Baldy - no primeiro escalão do governo: Hwaskar Fagundes (Secima) e Cleomar Dutra (Agehab).
Quadros dos demais escalões, no entanto, não foram poupados. A maioria dos exonerados nesta quarta-feira atua nas unidades do Vapt Vupt, como assistente técnico ou supervisor. Há ainda assessor especial da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan).
A assessoria jurídica do PP afirma que a previsão legal para exoneração e nomeação de comissionados não pode ser desvirtuada por agentes públicos para punir, perseguir ou de qualquer forma afastar aqueles que não se alinhem ou se recusem a trabalhar em favor de candidato apoiado pelo gestor de plantão.
O governador José Eliton disse ao POPULAR que faz um reordenamento constante do quadro de comissionados, com foco na estabilidade fiscal e no fechamento das contas de 2018, e não em questões políticas. "Hoje fizemos uma redução significativa no número de comissionados e as definições foram feitas de acordo com o que o secretários acham possível cortar. Querem fazer barulho político, mas não é o caso. Tanto que o volume de indicações do PP é muito maior no governo", afirmou o governador. Ao total, foram 109 exonerações publicadas hoje.
Eliton disse ainda que decidiu manter os dois auxiliares de primeiro escalão porque eles são técnicos e têm feito um bom trabalho à frente das pastas. "Isso é diferente de cargos ordinários", completou.

O Popular



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